quinta-feira, 10 de março de 2011


               Assim somos nós.
Como uma garça ferida diante dos olhos dos espectadores.
Apenas olham incessível a sua dor.
 Assim somos nós...
Abrimos nossa boca e declaramos amor:
Mas somos incapazes de estendermos as mãos aos pobres coitados.
Que sem destino se arrasta diante nossos olhos, em meio à sujeira.
Solitários se tornam como vegetais.
Como zumbis rondam as cidades em busca de uma lata de lixo para matar sua fome.
São esses os filhos da miséria:
Hoje muito se misturam aos adultos, crianças inocentes que já nascem em meio à miséria.
Não sabe o que é um lar, um teto para se abrigar.
Ironicamente brincam em meio ao lixo, dos ricos, correm felizes quando encontram um brinquedo quebrado:
Ou um pão mofado.
São esses os anjos de rua que perambulam por nós.
Quem de nós nunca cruzou com esses anjos?
Fala-se em muitos projetos, abrigos, amor, onde esta esse amor?
Entre os destorço de sua mente perturbada, se formam na oficina do diabo.
São os pássaros sem asas atingidos por vil caçado.
Neste emaranhado de horror.
Perdem por total sua identidade...
Mãe! “Pergunta a crianças, esquelética franzina” quem eu sou?
A mãe sem reposta olha para o filho em seus braços, e silencia-se...
E no silencio surge um grito em sua alma Deus quem eu sou?
O dia findado e a noite chega Deus para onde iremos...?
Assim se formam os anjos de rua, na miséria e desamor.
Sua única certeza é um caixão de madeira doado pela prefeitura.
Neste mar de amargura, não se dão nem ao direito de sonhar.
 Depois de uma noite ao relento ainda molhados pelo orvalho da noite.
São acordados com tapa na cara levanta ladrão!
São os homens de farda dando ordem de prisão:
Como pode ser preso aquele que jamais esteve livre?
Anjos da rua entre a miséria, fome e podridão, drogas, violência, abandono!
Futuros clientes das penitenciárias, grades do inferno.
 Será este o passeio turismo no futuro?
 O que nossos filhos terão como diversão neste mundo que destruímos a cada
Passo sem compaixão...
Esses pássaros feridos aprisionados em seu interior sua mente cauterizada pela fome e dor.
Não sabem sonhar nem tem forças pra lutar, mas são humanos e necessitam reaprender amar.
 Quem se habilita estes anjos adotar?
 Onde poderão encontrar alem das promessas dos gigantes da terra, políticos engravatados na época de eleição,
 Um abraço sincero, e um aperto de mão...
 Esse ato simples poderia aquecer esses corações que se perdem a cada amanhecer em suas desilusões.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma carta para Deus.






Uma carta para Deus!
Eu estou aqui nesse momento iniciando a minha jornada.
Esse amor que é o ar puro que eu respiro todas as manhãs.
Senhor Deus hoje de manhã ao abrir a janela do meu quarto
Fui surpreendida, com uma mãe que aos prantos arrastava seu filho de mais ou menos uns
Doze anos pelos braços, a criança estava visivelmente drogada:
A pobre mãe desconsolada senta-se na calçada em frente ao meu portão
Com muito custo ele consegue fazer que o filho se sentasse,ao seu lado:
Á mãe com voz doce conversa com o filho sua voz embaraça belos soluços de seu choro...
___ Meu filho você sabe o quanto eu te amo, sabe as lutas que passamos para te criar,
       Somos pobres, mas nunca eu e teu pai deixamos faltar-te nada.
       Aceita ir para o centro de recuperação pelo amor de Deus!
      Enquanto á mãe falava o menino permaneceu calado.
     Eu na minha janela me senti tão incapaz, olhei para o céu nublado coberto por nuvens cinza, e imaginei se a chuva, o sol, as arvores, é o milagre da natureza nos também somos então senhor resolvi escrever esta carta.
Nós nos emocionamos com todos os fenômenos da natureza, á chuva, os trovões,
Os primeiros raios de sol, as cores do arco Iris.
Por que o homes se emociona tanto com a beleza da natureza, e se esquecem
Das nossas crianças e adolescestes que se perdem neste mundo vil...
Onde esta o amor?
Este amor tão pregado, tão falado. Que amor é este que não se vive?
 Enquanto no silencio e na intimidade dos meus pensamentos.
Emociono-me com os anjos de rua que mesmo recebendo os primeiros raios de sol
Perambulam na escuridão.
Serão estes os homens de amanhã?
O que nos reservas a dureza dos corações humanos...
Sei que esperamos demais para fazer o tem que ser feito.
Lamentamos que á vida e curta e agimos como se tivéssemos
Um estoque inesgotável de tempo...
Mas sabemos chegara o dia que a vida ira nos deixar, para um futuro incerto
Entregar-nos.
E essas crianças e adolescentes que hoje o mundo despreza.
Delas o que será?
Anjos de rua entre á miséria, drogas, perversidade de uma sociedade?
Ou destino?
Haveria em teu templo algo escrito e pré- julgado que desse miserável
Inocentes, serão as mascotes das cidades...
Senhor Deus esperamos demais nos bastidores quando a vida tem um papel para apresentar nos palcos.
Esperamos demais para dizer a palavra certa.
Palavra de amor, gratidão, perdão e paz...
Ou melhor, esperamos de mais para colocarmos em pratica todas
Estas palavras ditam com a boca e longe do coração.
Neste abismo oculto, nos entregamos às falsas promessas, deixamos
Enganar-nos, e acreditamos que como o sol contínuo a brilhar:
A vida de todos pode alcançar.
Mas nós nos esquecemos de para o mundo esse amor declarar.
Não apenas com palavras, mas com gestos e atitudes.
Por isso Deus está aqui para lhe pedir que mude nossas vidas.
Que possamos viver o seu tempo e amarmos de verdade aqueles que necessitam de amor.
Um sorriso amigo, um abraço, um prato de comida quente, e muito amor:
Seja quem for.
Abençoe senhor os anjos das ruas, não deixem que eles terminem seu tempo
Em uma pedra fria de um necrotério, ou por trás das grades do inferno.
OLHA meu Deus por esses anjos da rua.
Muda nosso coração, tira as pedras, da insensibilidade, e nos faz amarmos de verdade.
 Perdoa senhor as nossas fraquezas, e nosso egoísmo, nosso desamor.
E dê-o meu PAI um mundo diferente, devolva o Deus as nossas crianças sua inocência,
Perdida neste tempo de guerra onde se predomina a dor e á maldade.
   Guerras do nosso interior, sem propósitos por falta de amor.













                                                                                               

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Hoje voltando a nossa casa no campo.
Caminho enquanto o frio toma meu corpo.
Vejo o quanto preciso de você!
Hoje penso tanto em nós dois que não podia
Deixe de estar aqui.

As lembranças são tão fortes que sinto você ao meu lado.
Você toma minha mão e juntos passavam entre as flores que plantamos.
Os roseirais, floridos, as margaridas brancas, e o perfume dos jasmins:
Exala seu perfume tornado mais forte, sua presença.

Como fundo musical o canto do rouxinol.
Ás águas espumantes da nossa cachoeira onde nos banhávamos ao pôr do sol.
Enquanto a chuva molha meu rosto ela esconde as minhas lagrimas.
Você era tão carismático como um protagonista de um best-seller.

Agora meu corpo insiste em encontrar o chão.
Eu preciso tanto de você só você me conhece como á própria mão.
Você era a encarnação do verdadeiro amor combativo, um símbolo entre nós.
Independente másculo, maravilhoso, invejado pelos homens e desejado pelas mulheres.

Sua ausência me tornou uma ave sem ninho, um céu sem estrelas.
Não tenho mais chão, sem você sou apenas uma sombra na solidão.
Hoje vim aqui pra te dizer sem você não posso viver.

A saudade que sinto e indescritível só seu amor me fazia viver.
Tento entrar em nossa casa a sala vazia, nosso quatro o nosso leito
Que jamais tive coragem de deita-me sem você.
Criamos nosso ninho com partículas de amor.
Hoje sinto a dor da perda do único amor.
A sua simpatia, seus carisma, e beleza interior.
Jamais vou encontrar ainda que encontre outro amor.
Hoje vim aqui pra te dizer sem você não sei viver.
Só seu amor me faz viver!